| |
|
|
NaDurante o dia, numa paisagem campestre, a luz do Sol incide sobre a montanha, as nuvens, o rio, as árvores, as vacas, a casa, o camponês, enfim, sobre tudo. Essa incidência da luz solar que acontece ao mesmo tempo sobre todas as coisas, pode ser chamada de "incidência simultânea" ou "co-incidência". Com isso, podemos entender que tudo já é "co-incidência" ou, para usarmos a palavra da forma correta, tudo já é "coincidência".
O I Ching é baseado na "co-incidência". Para um taoísta, a pessoa que consulta o I Ching é um ser humano que existe dentro do universo. Os sentimentos e os pensamentos que essa pessoa tem, fazem parte dela e, portanto, fazem parte do universo. Os eventos que ela vive no momento são coisas que acontecem dentro do universo. O I Ching existe dentro do universo. A consulta ao I Ching também é um evento que acontece dentro do universo. Na cosmovisão oriental, tudo faz parte do universo, está inter-relacionado e forma uma única realidade. Assim, todos os eventos internos e externos à pessoa estão interconectados, tudo já é coincidência.
A Natureza e o I Ching são existências coincidentes e inseparáveis. A intenção do I Ching é a de nos apontar o caminho da sabedoria a partir das imutáveis leis da Natureza. Assim como o Sol incide sobre todas as coisas, o I Ching joga luz sobre todas as situações da nossa vida através das coincidências significativas.
 
Trecho do livro A sabedoria da Natureza, de Roberto Otsu, Editora Ágora, S. Paulo - ONDE COMPRAR
|
|