Sumário do livro "A sabedoria da Natureza" - Editora Ágora

PALAVRAS INICIAIS
1 Agradecimentos do autor
2 Apresentação do livro
A sabedoria da Natureza

3 Algumas palavras sobre o Tao

INTRODUÇÃO
4 O mestre do primeiro mestre

AS LIÇÕES DAS ESTAÇÕES
5 Significado das estações
6 O conceito de Mutação
7 O conceito de Ciclo
8 O conceito de Impermanência


AS LIÇÕES DA ÁGUA
9 A água vai pelo caminho mais fácil
10 A água não briga com os obstáculos
11 A água se acumula até achar a borda mais baixa
12 O que mantém a vida da água é o fluxo
13 O oceano é grande porque fica no
lugar mais baixo

14 Existe uma única água no mundo

AS LIÇÕES DO BAMBU
15 O bambu enraíza-se bem fundo antes
de crescer fora da terra

16 O bambu cresce reto e satisfeito
com seu espaço

17 O bambu é uma planta muito simples
18 O bambu tem divisões que garantem
a resistência

19 O bambu curva-se no vendaval para não quebrar
20 A maior qualidade do bambu é o vazio interior

AS LIÇÕES DA ÁRVORE
21 Goiabeira dá goiaba
22 A copa não existe sem a raiz
23 As folhas caem, o tronco fica
24 O tronco cresce em camadas
25 A fruta cai no chão para gerar uma nova árvore
26 A árvore começa com a semente

AS LIÇÕES DO CÉU
27 O dia tem sombras e a noite tem a luz dos astros
28 Não existe separação entre dia e noite
29 A noite é a realidade do universo
30 Estrelas são direções e não metas
31 O movimento do Sol é aparente
32 A luz do Sol incide sobre tudo

APÊNDICES
33 Leituras recomendadas
34 Pinturas e ideogramas chineses do livro


O movimento do Sol é aparente
 
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O navegante precisa ter certeza de que o Sol vai nascer à leste e morrer no lado oeste. Porém, o Sol não nasce nem morre. Não é o Sol que nasce e morre; é a Terra que gira. O movimento do Sol é aparente.
A lição mais óbvia do movimento do Sol é a de que "as aparências enganam". Podemos nos iludir com o que vemos. Mas, na realidade, a maior lição talvez seja outra. Não são as aparências que enganam. As aparências são aparências, elas não querem nos enganar só para rir da nossa estupidez. Nós é que nos enganamos. Não é o Sol que nos engana com seu movimento, nós é que desconhecemos a realidade ou nos esquecemos dela e julgamos que o Sol nasce de um lado e morre do outro.
Em todas as situações quando não temos explicações verdadeiras nem a percepção do todo, de um modo abrangente, costumamos fazer julgamentos. A conclusão que podemos chegar com isso, é surpreendente: só fazemos julgamentos quando não sabemos a verdade. Em vez de buscar a verdade, preferimos fazer julgamentos a partir das aparências. Por isso, o problema não é que as aparências enganam; o problema é que nós não sabemos a verdade e fazemos julgamentos a partir das aparências, e acreditamos neles como se fossem verdade.
O julgamento é um ponto cego da mente. Ele desconsidera toda e qualquer possibilidade de resposta que não tenha origem no que vemos, ouvimos e sentimos. A postura do sábio é a da receptividade neutra, é a de permanecer vazio e aberto às situações e às pessoas. Sem fazer julgamentos.


Trecho do livro A sabedoria da Natureza, de Roberto Otsu, Editora Ágora, S. Paulo - ONDE COMPRAR