Sumário do livro "A sabedoria da Natureza" - Editora Ágora

PALAVRAS INICIAIS
1 Agradecimentos do autor
2 Apresentação do livro
A sabedoria da Natureza

3 Algumas palavras sobre o Tao

INTRODUÇÃO
4 O mestre do primeiro mestre

AS LIÇÕES DAS ESTAÇÕES
5 Significado das estações
6 O conceito de Mutação
7 O conceito de Ciclo
8 O conceito de Impermanência


AS LIÇÕES DA ÁGUA
9 A água vai pelo caminho mais fácil
10 A água não briga com os obstáculos
11 A água se acumula até achar a borda mais baixa
12 O que mantém a vida da água é o fluxo
13 O oceano é grande porque fica no
lugar mais baixo

14 Existe uma única água no mundo

AS LIÇÕES DO BAMBU
15 O bambu enraíza-se bem fundo antes
de crescer fora da terra

16 O bambu cresce reto e satisfeito
com seu espaço

17 O bambu é uma planta muito simples
18 O bambu tem divisões que garantem
a resistência

19 O bambu curva-se no vendaval para não quebrar
20 A maior qualidade do bambu é o vazio interior

AS LIÇÕES DA ÁRVORE
21 Goiabeira dá goiaba
22 A copa não existe sem a raiz
23 As folhas caem, o tronco fica
24 O tronco cresce em camadas
25 A fruta cai no chão para gerar uma nova árvore
26 A árvore começa com a semente

AS LIÇÕES DO CÉU
27 O dia tem sombras e a noite tem a luz dos astros
28 Não existe separação entre dia e noite
29 A noite é a realidade do universo
30 Estrelas são direções e não metas
31 O movimento do Sol é aparente
32 A luz do Sol incide sobre tudo

APÊNDICES
33 Leituras recomendadas
34 Pinturas e ideogramas chineses do livro


O bambu é uma planta simples
 
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O bambu chinês tem muita personalidade: é firme sem ser rígido, elegante sem ser chamativo, altivo sem ser arrogante. Mas ele é, acima de tudo, uma planta simples.
Quem já viu pinturas de aguadas chinesas (shie-i) ou japonesas (sumi-ê), percebeu que o bambu é um tema freqüente. As imagens que representam o bambu se caracterizam pela simplicidade. Duas ou três pinceladas fazem o caule e um mesmo tanto de pinceladas retratam as folhas. Estes poucos traços de pincel são cercados por um grande espaço em branco, na folha de desenho. O resultado é de uma beleza que impressiona. Sob o aspecto formal, a pintura chinesa retrata o mesmo despojamento da planta, com economia de traços. O bambu é um modelo de simplicidade e por isso ele é tão apreciado pelos orientais.
Simplicidade é uma qualidade estética universal. Grandes artistas e pensadores sabem disso. A intenção deles é produzir obras cada vez mais simples, mais limpas e despojadas. Para eles, a simplicidade é uma conquista, uma das principais qualidades de um trabalho, e não uma deficiência.
Pintores como Picasso, especialmente na velhice, Piet Mondrian, Tikashi Fukushima, Juan Miró, Malevitch, Tomie Ohtake, escritores como Manoel de Barros, Mário Quintana, cineastas como Akira Kurosawa, dançarinos como o Kazuo Ohno, entre outros, seguiram este caminho. Eles entendiam, assim como os taoístas, que o essencial é simples. Simples como o bambu.


Trecho do livro A sabedoria da Natureza, de Roberto Otsu, Editora Ágora, S. Paulo - ONDE COMPRAR