| |
|
|
Na antiga cosmovisão chinesa, existe "algo" profundo e misterioso que rege todos os fenômenos do universo, algo que tem suas próprias leis, seus próprios princípios e que é chamado de Tao. Não existe sinônimo para o conceito de Tao no Ocidente, mas alguns estudiosos arriscaram termos como Caminho (que é sua tradução literal e neutra), Curso, Direção, Sentido, Lei Universal, Inteligência Cósmica, Logos, Leis Naturais, e outros. Um ou outro autor chegou até a associar Tao à Divindade, comparação esta que gera muita controvérsia. De qualquer forma, pelas tentativas de tradução mencionadas, é possível intuir sobre qual realidade os chineses se referiam ao usar a palavra Tao.
É importante lembrar que os próprios mestres taoístas da antiguidade relutavam em adotar esta palavra. Para os sábios, o verdadeiro Tao é impossível de ser conhecido, é insondável, inalcançável, transcende toda a capacidade humana de compreensão. Lao-Tsé, autor da mais importante obra taoísta da Antiga China, o Tao Te Ching, começa seu livro com uma frase conclusiva: "O Tao que pode ser definido não é o verdadeiro Tao". Para ele, Tao é uma intuição, um mistério e não uma definição.

Trecho do livro A sabedoria da Natureza, de Roberto Otsu, Editora Ágora, S. Paulo - ONDE COMPRAR
|
|